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Publicidade e investimentos: noções básicas

Postado por Pedro Stark em 06/dez/2017 - Sem Comentários

No Brasil, a publicidade é vista como um bem supérfluo e de luxo. Em momentos de crise, como o atual, um dos primeiros setores de qualquer empresa a sofrer cortes massivos é o de publicidade e marketing. Tal fato mostra uma infantilidade do empresariado brasileiro. Atualmente o Brasil é um dos países que apresenta maior retorno financeiro sobre o investimento da publicidade. Divulgado recentemente pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) a publicidade no Brasil é 35% mais rentável que na Europa. Os dados foram extraídos das pesquisas comparativas entre publicidade e impacto no PIB “The economic contribution of advertising in Europe” e o “Impacto da Publicidade na Economia do Brasil”.

Investimento

Foto por Carlos Muza publicada no Unsplash

Matematizando a publicidade

Quando se trata de publicidade, a grande questão não é a dúvida sobre os retornos possíveis, mas sim qual o volume desse retorno e qual o montante financeiro de investimento. O ponto principal de qualquer campanha publicitária é que o valor investido nesta não deve superar seus próprios frutos, segundo Carlos Alberto Miranda, CEO do fundo de venture capital BR Opportunities. Porém, é muito difícil estimar o valor investimento inicial. Logo, as formas mais fáceis para verificar o montante ideal são: realizar uma pesquisa inicial de disposição a pagar (DAP) e posteriormente verificar a sustentabilidade do projeto.

Como calcular:

  1. Investimento:

I=P+(Lançamento da campanha+Sustentação por n períodos)

      2. Retorno:

VCVs=VadCMadDOFadIMPv=Retornos

Onde;

VC = Vendas previstas com a Campanha por n períodos

Vs = Vendas anteriores sem a Campanha por n períodos

Vad = Vendas adicionais a serem obtidas com a Campanha

CMad = Custos das Mercadorias adicionais a serem vendidas

DOFad = Despesas Operacionais e financeiras adicionais

IMPv = Impostos referentes às vendas previstas

Além de todas as decisões financeiras é muito importante decidir qual o objetivo da campanha. As firmas devem ter em mente, no mínimo, um dos seguintes objetivos:

∙  Incremento nas vendas

∙  Aumento percentual ou final nos lucros

∙  Incremento na participação no mercado

∙  Superação do Ponto de Equilíbrio

∙  Melhora do Fluxo de Caixa

∙  Taxa de retorno sobre Investimento

∙  Índice de Lucratividade

∙  Valorização do GoodWill da Empresa

∙  Minimização de riscos

∙  Alavancagem operacional e financeira

Macroeconomia

Além da melhoria na conjuntura interna das empresas a publicidade possui eficiência macroeconômica. Em estudo publicado em 2014 pela empresa de consultoria financeira Deloitte e encomendado pela Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), notou-se o impacto da atividade publicitária na economia do país. Segundo os cálculos, cada R$ 1 investido em publicidade gera, em média, um retorno de R$ 10,69. E a cada variação de 1% no investimento publicitário desencadeia variação de 0,07% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita. No mesmo ano foi possível verificar também que o investimento de R$33,5 bilhões em publicidade no cenário nacional gerou um valor adicionado no PIB de R$358 bilhões.

É preciso entender que o meio publicitário é parte do caminho para o fim da crise e não apenas um gasto desnecessário. E segundo relatórios mais recentes do Fundo Monetário internacional (FMI), a solução é crescer e aquecer o cenário econômico, do qual a publicidade é peça fundamental.

Fonte: http://www.abapnacional.com.br/

A Importância de um Plano de Marketing para as Empresas

Postado por Filipe Lage em 04/dez/2017 - Sem Comentários

Parte 1

Hoje falaremos sobre plano de marketing para empresas e para começar, gostaria de apresentar uma pequena história:

Em seu livro O que não é ensinado na Escola de Administração de Harvard , Mark McCormack refere-se a uma pesquisa realizada em Harvard entre 1979 e 1989. Em 1979, a seguinte pergunta foi feita aos formandos do programa de MBA de Harvard:

“Você estabeleceu metas claras, por escrito, para o seu futuro e fez planos para concretizá-las?”

Verificou-se que apenas 3% dos formandos tinham escrito planos e metas. Treze por cento efetivamente tinham metas, mas não por escrito. E 84% não tinham qualquer meta específica, a não ser terminar o ano letivo e curtir o verão.

Dez anos depois, em 1989, os pesquisadores voltaram a entrevistar as mesmas pessoas. Constataram que os 13% que tinham metas não escritas estavam ganhando, em média, o dobro dos 84% de estudantes que não tinha meta alguma. Mas o mais surpreendente foi que os 3% de formandos que tinham metas claras e por escrito ao deixarem Harvard estavam ganhando, em média, dez vezes mais que os outros 97% juntos. A única diferença entre os grupos era a clareza das metas que haviam estabelecido para si mesmos ao se formarem.

(extraído do livro “Metas” de Brian Tracy)

Se planejamento e estabelecimento de metas pessoais causam tamanho impacto, imagine o que pode acontecer quando aplicamos em empresas.

Em um mundo globalizado, onde mudanças, evoluções tecnológicas e oscilações de mercado acontecem a todo tempo, para sobreviver e obter sucesso, uma empresa, seja nascente ou já estabelecida precisa desenvolver e atualizar um PLANO DE MARKETING bem elaborado e definido, a fim de se obter vantagem competitiva frente ao mercado.

Mas afinal, do que se trata um PLANO DE MARKETING?

Foto por William Iven publicado no Unsplash

Um plano de marketing é um documento que detalha as ações necessárias para atingir um ou mais objetivos de marketing. Pode ser um planejamento para a marca, para um produto ou serviço, ou para as linhas de produtos. Esta ferramenta estratégica gerencial é utilizada para identificar forças, fraquezas, ameaças e oportunidades mercadológicas, ao mesmo tempo estabelecer metas, objetivos, missão, visão e valores da empresa. Por meio de pesquisas de mercado é possível conhecer as necessidades e desejos de seus clientes e consumidores.

Independentemente do tamanho ou tipo de empreendimento, por meio da realização do plano de marketing é possível superar os concorrentes planejando cuidadosamente produtos e serviços mais adequados aos desejos e necessidades dos clientes. O planejamento conduz, informa e determina o rumo a seguir. E sua formulação se baseia nos 4P’s do marketing, também conhecidos como Mix de Marketing, que representam os quatro pilares básicos de qualquer estratégia de impulsionamento de serviços: Produto, Preço, Praça e Promoção. Quando os 4 estão em equilíbrio tendem a influenciar e conquistar o público.

O que são os 4P’s ou Mix de Marketing?

– PRODUTO:

Uma empresa precisa oferecer algo.

Produto, aqui, também deve englobar serviços oferecidos por um negócio.

Mas este não é o foco principal desse pilar.

O Produto serve para a sua equipe entender e definir quais os atributos e características do que é oferecido. Para facilitar, seguem algumas perguntas que você deve responder:

  • Quais as necessidades e/ou desejos que seu produto/serviço deve satisfazer junto à clientela?
  • Quais as funções que ele deve desenvolver para atingi-las?
  • Como, quando e onde o cliente irá utilizá-lo?
  • Como ele é fisicamente?
  • Existem outras cores, tamanhos e estilos disponíveis?
  • Qual o nome?
  • Qual a marca?
  • Como ele se diferencia dos outros produtos e serviços já existentes no mercado?

Aqui também é o momento de entender o Ciclo de Vida do seu Produto ou Serviço.

Qual o comportamento dele no mercado? A partir do momento em que você conseguir visualizar o ciclo de vida do seu produto, vai ficar mais fácil entender qual o seu momento e, com isso, quais as melhores estratégias para o futuro.

– PREÇO:

A sobrevivência de uma empresa está intimamente ligada a esse P. O preço é, na verdade, o valor que será cobrado pela solução que você oferece.

Esse pilar vai indicar o futuro da sua empresa, já que é a partir da circulação do dinheiro que será possível pagar funcionários, fornecedores, realizar investimentos e tirar o seu merecido lucro.

Algumas perguntas que devem ser respondidas:

  • Qual o valor do seu produto ou serviço para o comprador?
  • Quais as faixas de preço para produtos e serviços em cada área de distribuição?
  • Qual o comportamento do cliente em relação ao preço? Quanto ele está disposto a pagar pelo que você oferece? Qual o limite de preço?
  • Existe a necessidade de criar ações de preço específicas para segmentos de público (pessoas jurídicas, clientes fiéis)?
  • Como seu preço se compara ao de seus competidores?

Lembre-se de que o preço estará intimamente ligado, não apenas ao produto, mas a percepção da marca pelo seu público.

Ou seja: marcas mais valiosas para o cliente tem mais chances de continuar a serem escolhidas, mesmo que seu preço seja mais alto que o da concorrência.

– PRAÇA:

Algumas pessoas têm dúvida sobre esse pilar. Na verdade, talvez o nome não seja muito claro.

Em inglês, Praça é Placement, que, em tradução livre para a nossa área, pode ser entendido como Colocação no Mercado.

A questão é que ele é responsável, especificamente, por como o cliente chega até você, aos seus produtos e serviços.

As perguntas para você definir da melhor forma a Praça são:

  • Onde seu público costuma procurar pelos seus produtos e serviços?
  • No caso de estabelecimentos físicos (pontos de venda), quais os tipos específicos?
  • No caso de estabelecimentos virtuais e online, quais (ecommerce, catálogo, redes sociais)?
  • Como a sua empresa pode acessar os melhores e mais efetivos canais de distribuição?

Essas respostas, junto ao estudo dos outros pilares, vão ajudar a definir onde e como sua empresa deve estar acessível para os consumidores.

Às vezes pensamos que esta parte é menos complicada – principalmente pela facilidade de se montar uma loja virtual – mas é preciso entender que de nada adianta ter uma linda vitrine se não há público em frente a ela ou, ainda, se esse não é o público que vai, de fato, efetuar compras.

– PROMOÇÃO:

Promoção, aqui, é diferente da ideia de liquidações e Sales que vemos em tantos shoppings e centros comerciais.

Na verdade, ela tem o sentido de promover a sua marca, fazer com que a mensagem de marketing da sua marca chegue aos ouvidos certos.

Transformar sua empresa, de mera desconhecida, em possível solução para necessidades e desejos de um cliente.

  • Quando e onde você pode passar adiante, de forma efetiva, as mensagens de marketing do seu negócio para o seu público-alvo?
  • Quais os melhores canais (TV, rádio, internet, impressos) e ações de relações públicas para apresentar as suas soluções para possíveis clientes?
  • Seu mercado é sazonal (ovos de páscoa, árvores de natal)? Qual, então, deve ser o calendário para poder aproveitar as chances de aumentar as vendas e promoções?
  • Como os seus competidores fazem a promoção de seus produtos e serviços? Qual a influência deles sobre as suas ações?

Essas são algumas das perguntas que vão ajudar você e sua equipe a direcionarem seus esforços de maneira mais efetiva para fazer com que o público conheça o que você tem a oferecer e passe a considerá-lo em sua decisão de compra.

Com certeza, a empresa que não se dedica a estudar essas variáveis terá que contar com a sorte para conseguir atender ao dinamismo do mercado e estará fadada a somar muito mais fracassos do que vitórias.

Planejamento é um processo fundamental e os 4 Ps do marketing compõem um conceito de fácil acesso e entendimento.

Portanto, aposte nesses pilares para poder vender mais e com qualidade.

Na próxima publicação abordaremos as próximas etapas para a conclusão do plano de marketing. Fique atento e acompanhe nossas postagens!

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